Criando túneis de tráfego através de ligações SSH - Compreendendo o port forwarding
Nos exemplos a seguir apresentados, vamos ver como podemos usar SSH para criptar tráfego em operações mais comuns do dia a dia. Para isso vamos usar uma técnica conhecida como “port forwarding”. Em Português, poderemos traduzir por “reencaminhamento de portas".
Quando utiliza um programa de correio electrónico, o programa faz uma ligação ao servidor de correio por duas portas (ou portos). Para ler as mensagens do servidor, usa a porta POP3 (normalmente porta 110). Para enviar mensagem para o servidor, usa a porta SMTP (normalmente, 25).
Tal como é mostrado pelo seguinte diagrama:
mail.servidor.com:25
-SMTP-> o---------------------+
/ | |
[seu computador]| | servidor de correio |
\ | |
<-POP3- o---------------------+
mail.servidor.com:110
Ao fazer port-forwarding, qualquer tráfego enviado segue criptado para o ponto destino sendo aí decriptado.
Tal como pode ser representado no esquema seguinte:
[ seu computador ] [ servidor.com ]
localhost:7110 mail.servidor:110
o--<<--+---------+ +----------+ o----------+
| cliente | ~~~~~~~~~~ | servidor |---<<---| servidor |
| | INTERNET | | | de |
| SSH | ~~~~~~~~~~ | SSH |--->>---| email |
o-->>--+---------+ +----------+ o----------+
localhost:7025 mail.servidor:25
Nota sobre os números de portas:
Intencionalmente foram usadas portas de reencaminhamento com os valores 7025 e 7110. Pode utilizar as portas 25 e 110 para o mesmo efeito, contudo é possível que não consiga usar essas portas numa configuração Linux, excepto se executar o comando de reencaminhamento como utilizador “root”. Isto porque em Linux, as portas abaixo de 1024 não podem ser usadas por utilizadores sem privilégios de root (administrador).
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